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Benção das Zeladoras e das Capelinhas


Semana Nacional da Família: Dia 13/8 (segunda) às 19h15, na Capela do Santíssimo, Benção das zeladoras e das capelinhas.




1. Quem somos?

Zeladoras da devoção da Capelinha de Nossa Senhora junto às famílias.Somos escolhidas, chamadas e enviadas em missão.


2. O que é a devoção da Capelinha?

Capelinha é uma pequena capela, pequena igreja, com uma imagem pequena de Nossa Senhora, que percorre as casas das famílias.

A casa na bíblia é um dos lugares onde Deus, com sua presença, derrama bênçãos e chama para uma missão.

Maria recebe em sua casa, em Nazaré, a visita e o convite do Anjo Gabriel para ser a Mãe de Jesus. Em seguida, vai, apressadamente, à casa de Isabel, para servir, prestando-lhe ajuda.

A casa era o lugar para Jesus realizar as curas e as pregações (Mc 2,1-2). Foi numa casa que Jesus realizou a Última Ceia.

Maria permaneceu junto com os apóstolos, reunidos numa casa em oração. Lá receberam o Espírito Santo.

Os cristãos, no começo, reuniam-se nas casas para celebrar a fração do pão, ouvir a Palavra, viver em comunhão e praticar a caridade.


3. Quando e como iniciou a devoção da Capelinha?

A devoção da Capelinha iniciou no ano de 1888, na cidade de Guaiaquil, no Equador, com a finalidade incentivar a prática da vida religiosa, levando a bênção de Jesus às famílias, por meio de sua mãe Maria.

Esta prática tomou o nome de Capelinha de Nossa Senhora da Visita Domiciliária, devoção que se espalhou rapidamente em toda a América. Chegou n o Brasil no ano de 1914, em Belo Horizonte, MG.

Na diocese de Caxias do Sul a devoção foi trazida de Curitiba, pelos anos e 1950, pela senhora Clélia Manfro, que apresentou a devoção e os objetivos ao Pe. Ernesto Brandalise, pároco da Paróquia da Catedral, que aprovou sua introdução.

Cada paróquia deve procurar lá saber quando iniciou.


4. Quais os objetivos da Devoção da Capelinha

- A evangelização das famílias por meio de Maria. Maria, “a discípula mais perfeita do Senhor” (DAp 266), “é a grande missionária, continuadora da missão de seu Filho e formadora de missionários” (DAp 269).

A Capelinha de Nossa Senhora, passando de casa em casa, une as famílias para que vivam o amor e a fraternidade levando-as ao compromisso de participar na Comunidade-Igreja.

- Seguir Jesus e conhecer o Evangelho, colocando-o em prática, vivendo a espiritualidade do seguimento de Jesus, como Maria viveu.

- Rezar:

* pelas famílias que recebem a Capelinha e por todas as famílias do mundo.

* pelo Papa, bispo, padres, religiosos e religiosas.

* pelas vocações sacerdotais, religiosas e missionárias, por todas as lideranças e pelas comunidades.

* Para que o Reino de Deus se realize nas famílias, comunidades e sociedade.

* pelos doentes, pessoas tristes e por todos os que carregam a cruz do sofrimento.


5. Qual a organização das Capelinhas

- Organiza-se num grupo de famílias - mais ou menos 30 famílias – que querem receber a Capelinha em sua casa, por um dia e uma noite por mês. Esta devoção é um caminho que nos leva a seguir Jesus, continuando sua missão nas famílias e na comunidade.

- Cada Capelinha tem uma Zeladora (ou Zelador, pode-se ter uma auxiliar) com a missão de zelar pelos objetivos da Capelinha, em comunhão com a organização pastoral da paróquia. Em cada paróquia existe uma coordenação.

- Cada Capelinha tem uma caixinha (um pequeno cofre) para receber as ofertas que se destinam para as vocações sacerdotais, religiosas e missionárias; e também para a formação das zeladoras, por meio de retiros, cursos, encontros, romarias...


6. Qual a missão das Zeladoras?


- Testemunhar a fé e participar na vida da família e da comunidade. Lembrar às famílias os objetivos da devoção da Capelinha. Incentivar a oração e o encontro entre as famílias na paz, na boa vizinhança e na fraternidade.

- Zelar pelos objetivos da Capelinha, que é a devoção e a união das famílias, com Maria, a Mãe de Jesus. Cuidar para que a Capelinha passe de casa em casa de forma respeitosa e na fé, entregando-a, diretamente, a pessoas da família, não deixá-la na porta, em cima do muro ou de qualquer jeito

- Lembrar que todas as famílias podem receber a Capelinha. Sem obrigar, mas sempre convidar e zelar para que nenhuma família fique sem receber a Capelinha.

- Cuidar para que a caixinha das ofertas esteja em bom uso para que as famílias possam fazer sua doação.

- Garantir a representação de uma Zeladora no Conselho de Pastoral da Matriz ou das comunidades e participar das reuniões do Conselho e de outros encontros quando convocadas e zelar para que o planejamento de pastoral seja feito e cumprido, com a participação de todas as Zeladoras.

- Empenhar-se para que todas as famílias recebam os livrinhos e a guirlanda da Novena do Natal e da Via Sacra na Quaresma, formando Grupos de Famílias para que todos participem, conforme programação de cada paróquia..

- Organizar com as famílias a oração do terço nos meses de maio e outubro. Convidar, sempre com alegria, as famílias para a missa nos domingos e dias santos na matriz e na missa mensal nas comunidades.

- Diante de dificuldades maiores, informar a Coordenação das Capelinhas ou o padre da paróquia para que, juntos, sejam encontradas soluções segundo os objetivos da devoção da Capelinha.

- Atualizar a relação das famílias que recebem a Capelinha e cuidar para que não fique parada mais dias nas famílias do que o estabelecido.

- Informar as famílias sobre a vida e a organização da paróquia, em especial, os horários de missas, as festas dos padroeiros e outras informações, entregando folhetos, subsídios da Comunidade paroquial ou da própria comunidade.

- Acolher as novas famílias de migrantes que chega à comunidade, oferecendo as informações necessárias e a possibilidade de receber a Capelinha de Nossa Senhora.

- Visitar as pessoas doentes ou em dificuldades, promovendo encontros de oração e comunicar aos ministros da Eucaristia e à Pastoral da Pessoa Idosa para o acompanhamento e atendimento.


II. MISSÃO

Visto o específico da devoção da Capelinha e da missão das Zeladoras, importa refletir sobre a missão da Igreja, comunidade missionária, em estado permanente de missão..


1. O que é missão?

Missão significa enviar, confiar uma tarefa. Enviar uma pessoa, pessoas, grupos, comunidades com uma determinada tarefa para uma outra pessoa ou mais, ou para uma comunidade.

Mas esta forma ainda não especifica o caráter, o sentido da missão. Este envio não implica necessariamente um envolvimento vital,um compromisso da pessoa.

Para a missão é necessário que haja:

- Um enviante.

- Um enviado chamado.

- Uma mensagem que compreende ação, compromisso, testemunho de vida.

- Um destinatário que acolhe a mensagem com um compromisso de conversão.


2. Origem da missão

A missão só tem uma origem, um princípio. Tudo brota do coração de Deus Pai, o “amor frontal”. A fonte da missão é o Pai, com seu projeto de amor, que ama o Filho na comunhão de amor com o Espírito Santo. Esta comunhão de vida e de amor circulante na Trindade, em teologia, chama-se precessões(que procedem) ou Missão ad intra, dentro da Trindade.

Esta vida divina, por um plano de amor divino, comunica-se, projeta-se para fora da Trindade, no mundo que Deus criou. É a missão ad extra “para fora”.

A missão “origina-se da missão do Filho e da missão do Espírito Santo, segundo o Plano de Deus Pai” (AG 2). Da comunhão na Trindade, nasce a missão.

“Este desígnio provém do ‘amor fontal’ ou da caridade de Deus Pai, que é Princípio sem Princípio e do qual é gerado o Filho e pelo Filho procede o Espírito Santo. Por infinita misericórdia e ternura, a bondade divina nos cria livremente e nos chama gratuitamente à comunhão de sua vida e de sua glória. Generosamente difundiu a divina bondade e não cessa de difundi-la. Criador de todas as coisas torna-se ‘tudo em todos’(1Cor 15, 28), para sua glória e nossa felicidade. Prouve a Deus chamar os seres humanos não só individualmente, sem nenhuma conexão mútua, à participação de sua vida, mas constituí-los num só povo, no qual seus filhos, antes dispersos, se congregassem num corpo” (AG 2).

1º) O Enviante da missão é o Pai que, primeiramente, cria o mundo pelo Filho Jesus, no dom do Espírito Santo.

O mundo criado tem como centro o homem. “Não é bom que o homem esteja só”. Deus criou a mulher, o casal humano para viver em comunhão, à imagem de Deus, da Trindade, com a missão de cuidar todo o mundo como um jardim, enchendo-o de vida.


2º) O Enviado para a missão é o Filho, no dom e cheio do Espírito Santo.

O Pai ama seu Filho Jesus e o envia ao mundo por ele criado, no dom do Espírito Santo, para fazer sua vontade e consumar sua obra. “Deus tanto amou o mundo que lhe entregou o seu Filho único para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3, 16).

Quando “Deus decretou entrar na história humana de modo novo e definitivo” (AG 3), na “Plenitude do tempo, enviou Deus o seu Filho, nascido de uma mulher” (Gl 4,4), a “Palavra se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14).

Jesus, “ao entrar no mundo, afirmou: Eis-me aqui, eu vim para fazer a tua vontade” (Hb 10,5-9).

O Filho Jesus, por sua encarnação, trouxe o Pai para dentro do mundo que o Pai, por Ele, no Espírito, criara.


3º) A mensagem da missão: É o próprio Jesus, Evangelho do Pai.

Jesus veio para que todos tenham vida e vida plena e abundante para todos. O Espírito nos faz filhos à imagem do Filho amado que nos ajuda a clamar “Abbá”, Pai, a fonte da vida.

“Deus quis entrar na história humana de um modo novo e definitivo, enviando seu Filho em nossa carne, para estabelecer a paz e a comunhão do ser humano consigo mesmo, constituir entre eles uma sociedade fraterna, vir em socorro dos pecadores, libertar os seres humanos do poder das trevas e de satanás, reconciliando consigo o mundo, por meio de seu Filho.” (AG 3).

A mensagem da missão é a busca da comunhão que todo o ser humano e as multidões procuram com ânsia. A comunhão é a origem da missão e também é o termo, o objetivo da missão.


4º) Os destinatários é a humanidade criada, destinada a viver a vida divina. Deus “quer que todos os homens sejam salvos”(1Tm 2,4). São todas as criaturas: Para que em seu Filho, “Deus seja tudo em todos” (1Cor 15,28).

A destinação desta missão é a Igreja, povo de Deus, comunidade missionária, continuadora da missão de Jesus, sujeito da missão: Anunciar, testemunhar a todos, a toda a humanidade, a experiência do amor de Deus, na força do Espírito Santo, que se manifesta na criação, na história e, de modo novo e definitivo, na vida, morte, ressurreição e glorificação de Jesus, o Redentor da humanidade. É proclamar Cristo, fundamento da humanidade nova, do amor fraterno, do universalismo da salvação pela conversão, libertação para a celebração e o louvor (cf. AG 8). A participação na comunhão trinitária constitui o cerne da missão da Igreja.


A espiritualidade e a missão das Zeladoras fundamenta-se em Maria, Mãe de Jesus, Missionária de seu próprio Filho, que continua nos dizendo: “Fazei o que Ele vos disser”.

A enviante é Maria, em nome de Jesus, Mãe da Igreja.

As chamadas e enviadas somos nós, Zeladoras, membros da Comunidade-Igreja missionária.

A Mensagem é a mesma mensagem de Jesus: “recomeçar a partir de Jesus” (DAp 41), para que todos, todas as famílias, tenham Vida em Jesus.

Os destinatários são as famílias, as famílias na Comunidade-Igreja, missionária, sujeito da missão.


3. Quem é Maria, a Enviante?

Maria é missionária. Ela não foi chamada como os apóstolos e discípulos. Mas ela é missionária pela profunda comunhão com a Trindade, como nenhuma criatura viveu: Com o Pai, porque cheia de graça, com o Filho pela maternidade, e pela ação do Espírito Santo.

Mas ela tem consciência de que o enviante é Deus Pai, por isso dispôs-se a fazer a sua vontade. Sabe que o enviado é Jesus, Filho do Altíssimo, concebido em seu ventre pelo Espírito Santo. Ela tem consciência de que é enviada. Por isso, permanecendo em seu lugar, como em Caná, percebe a falta e felicidade das famílias. Fala aos servidores, os enviados: “Fazei o que Ele vos disser”. Estes fazendo um serviço simples e humilde, colaboraram para a felicidade de todos na festa da vida.


4. Mensagem de Aparecida: recomeçar a partir de Cristo, conversão.


Em Aparecida, os bispos, sucessores dos apóstolos, com Bento XVI, sucessor de Pedro, na casa de Maria e com sua presença, nos enviaram esta Mensagem: “Os cristãos precisam recomeçar a partir de Cristo” (DAp 41).

Esta é a mensagem central de Aparecida, que inclui (cf. DAp 240-300) 269:

* O conhecimento da Palavra de Deus, a Bíblia.

* Encontro com Jesus, o Enviado do Pai no dom do Espírito Santo, por uma experiência religiosa, origem da iniciação cristã.

* A conversão pessoal e pastoral.

* O discipulado no seguimento que compreende, o chamado de Jesus, a resposta amorosa, a vinculação a uma comunidadede vida fraterna e solidária com os pobres, Eucarística e a missão propriamente dita.

* A missão de renovação eclesial, compromisso de toda a comunidade.

A Igreja, continuadora da missão de Jesus, postula, exige que a conversão pessoal e pastoral das comunidades para uma pastoral que vá além de mera conservação para uma pastoral decididamente missionária. Deve se concretize em mudanças de estruturas. Estruturas de comunhão à imagem da Trindade, com participação (DAp 370).

O espírito missionário de Aparecida deve se encarnar:

* Em atitudes de conversão pessoal e de estruturas pastorais, de discípulos missionários:

A conversão exige mudanças de atitudes e testemunho evangélico, preocupando-se com a vida do povo, sobretudo dos pobres e os que têm a vida ameaçada; abandonar toda a forma de injustiça social e de violência. Não é um simples arrependimento, mesmo que não seja fácil perdoar, de superar um coração prisioneiro de mágoas, rancores e de sentimentos que atrapalham a alegria de viver. Mas é a vida que precisa ser transformada (cf. Jn 3.8.10).

* Atitudes de oração e de fé, iluminados pela Palavra de Deus, invocando o Espírito Santo para a concretização dos sonhos de Deus. Uma espiritualidade de comunhão e participação, comunidade de discípulos missionários ao redor de Jesus Cristo, Mestre e Pastor (DAp 368).Em assembleias completamente dedicadas à oração.

* Empenhar-se em formar comunidades e inserir os batizados numa comunidade-Igreja, em pequenas comunidades, com a colaboração dos fiéis leigos, na comunhão e participação (DAp 213).

* Encontro pessoal com Cristo.

* Colocar-se em estado permanente de missão (DAp 213; 370),

* De uma pastoral conservadora para uma pastoral decididamente missionária, que manifesta a Igreja como mãe que vai ao encontro, como casa acolhedora, como uma escola permanente de comunhão missionária (DAp 370).

* De um continente (de uma comunidade) de batizados para um continente (para uma comunidade) de discípulos missionários (avançando da ação do que as Zeladoras sempre fizeram).

* Ter presente os valores da religiosidade popular.

* Superação da desigualdade social, ricos à custa dos pobres.

* Superação da distinção entre fé e vida. Uma fé reduzida a práticas de devoção fragmentada (os de sempre, mais os de 6ª. Feira Santa, Natal, Corpus Christi...)

Participação dos leigos, homens e mulheres e os jovens como protagonistas na Igreja e na sociedade. Solidariedade e luta pela justiça.Diálogo e inculturacão, Serviço à vida. Formando pequenas comunidades. (Ver os. 239-240 s.

* Urge uma conversão e renovação pastoral (DAp 366. 368).

* Missão ad gentes e também para os que perderam a fé: de pessoas batizadas para discípulos missionários.

* Uma missão ad intra: para a vida para os nossos povos.

* A grande esperança.

Se nossa Igreja quer ser Igreja de Jesus só mediante uma mudança de mentalidade. Deve reconverter-se para um mundo novo e para novas exigências: o núcleo é o Reino de Deus, “a vida para nossos povos”.


Fonte: Site da Diocese de Caxias do Sul.


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