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Bíblia um livro diferente e único


Também no século XXI a Bíblia será o livro mais divulgado, mais comentado e reverenciado do mundo. De onde lhe vem essa fama?

A resposta já sabemos de cor: é o único livro do mundo que contém revelações divinas. (Só para lembrar: nas aparições de Nossa Senhora, por exemplo, não há novas revelações, mas confirmações daquelas bíblicas.)

Existem por aí milhares de livros que falam de supostas revelações de espíritos dos mortos, ou de divindades, ou de seres de um outro mundo, ou de certos anjos e até demônios. Como acreditar? Pois é. Precisamos de provas.

E então a Bíblia é o único livro da face da terra que tem ao mesmo tempo as mensagens divinas e as PROVAS de sua veracidade. E essas provas continuam a se repetir ao longo da história da Igreja, em todos os dois mil anos de cristianismo. E, por isso, somente os católicos, e mais ninguém, podem ter a certeza de que a revelação divina é autêntica. Vamos tentar explicar por quê.

No capítulo 3 do livro do Êxodo está narrada a sensacional manifestação do “Anjo de Javé” (v.2). E aí houve um fenômeno estranho: Moisés viu uma sarça que ardia no fogo e não se consumia. Ora, Moisés trabalhava no campo havia vários anos, e sabia distinguir muito bem o que é natural daquilo que não é. E por isso ficou surpreso. Mais ainda quando uma voz lhe falou ser o Deus dos patriarcas Abraão, Issac e Jacó (v.2-6). Quer dizer, o fogo que não queimava era a PROVA de que não havia engano naquelas palavras.

Na mesma Bíblia há vários outros episódios semelhantes em que o fogo não queima. Por exemplo, no lugar chamado Tabera, o acampamento estava sendo consumido pelo fogo. O povo gritou a Deus e tudo se resolveu (Nm 11,1-3). Séculos depois, três jovens (Sidrac, Misac e Abdênago) foram lançados na fornalha acesa, pelo rei poagão, por se recusarem a adorar deuses falsos. E no meio do fogo permaneceram cantando e professando sua fé no Deus do povo de Israel (Dn 3).

A partir dos anos 1800, certos biblistas não católicos começaram a dizer que esses fatos da Bíblia eram lendas ou mitos. E essa mentalidade penetrou até em muitos pregadores que utilizam os microfones na igreja. Não é raro ouvir por aí, por exemplo, que a ressurreição de Jesus seria apenas uma presença na memória do povo. Ou que a multiplicação dos pães teria sido apenas uma partilha. Ou que a história daquele fogo que desceu sobre os apóstolos, no dia de Pentecostes, teria sido apenas um modo humano de falar do fervor espiritual, etc.

Para não haver dúvidas, na história da Igreja se repetiram todos os milagres narrados na Bíblia, e outros mais. Não apenas fatos dos séculos passados, mas de hoje. Prova de que o povo católico é o verdadeiro povo bíblico em todos esses séculos.

Por exemplo, temos o caso recentíssimo, do dia 12 de abril de 1997, em Turim. Um fogo provavelmente de origem criminosa, simplesmente reduzia a migalhas as pedras da capela que conservava o Santo Sudário. Um soldado do corpo de bombeiros, Mário Trematore, que estava de folga, foi lá. E se pôs no meio de um fogo que, repita-se, reduzia o mármore a pó. Ficou lá, no meio do fogo, uns 15 minutos, numa tarefa impossível: quebrar o relicário construído à prova de bala, à prova de tudo. Ele conta que seria impossível a um ser humano, com uma marreta de 5 quilos, como a que ele usou, fazer o que ele fez. E ainda por cima carregou sozinho o pesadíssimo relicário.

Falando em Santo Sudário, de vez em quando os meios de comunicação divulgam, sem controle, supostos estudos que negariam a autenticidade dessa relíquia. A respeito de uma recente notícia, a importante cientista Manuela Marinelli, que há 40 anos estuda o Sudário, e já escreveu 5 livros sobre ele, disse que aqueles dois cientistas que negam a sua autenticidade, nunca o estudaram e, portanto, são falsas suas afirmações. Disse: “Deve-se afirmar imediatamente, no entanto, que esses dois pesquisadores nunca fizeram parte dos cientistas que estudaram diretamente o Sudário e nunca o viram de perto” (http://www.lanuovabq.it/it/bufale-sulla-sindone-eccome-sono-tutte-nel-falso-studio).

“A Bíblia tinha razão”, é o título de um livro que fez época. A Bíblia continua a ter razão. Caso único na história.

Por Pe. Aldo dal Pozzo

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