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Reflexão do Evangelho: 16/09

September 15, 2018

 

16.9.2018. 24º Domingo do Tempo Comum.

Isaías 50,5-9a; Salmo 114; Tiago 2,14-18; Marcos 8,27-35

“TU NÃO PENSAS COMO DEUS” (Mc 8,33)

Há duas estradas opostas na vida nossa: uma que vai à busca de satisfação de si mesmo, da realização humana, do sucesso, da glória, da riqueza; outra que tem como ponto de chegada o Reino dos Céus. Quem assume esta, abandona as seduções do mundo, e vive como um mártir de Cristo.

Chegou um momento decisivo na vida de Jesus: ou escolheria o reino mundano, e seus poderes e glórias, suas riquezas e forças; ou tomava a direção do reino dos céus, o que significaria abandonar qualquer pretensão humana, qualquer desejo de realização pessoal neste mundo. O povo em geral, e até os discípulos, esperavam algum ato poderoso e decisivo. Não havia eleições populares naquele tempo… Se alguém desejasse ser rei, tinha que reunir muita gente, exército, e enfrentar as forças do governante da ocasião.

Ao anunciar seus aofrimentos e até a morte por parte das autoridades de então, o Messias escandalizou Pedro, que o repreende. Por sua vez, Cristo “exorciza” o Apóstolo: “Vai para longe de mim, Satanás! Tu não pensas como Deus, e sim, como os homens” (Mc 8,33). E aí Jesus fala da necessidade de carregar a cruz de cada dia.

Carregar a cruz (v.34). As mensagens, digamos, religiosas, dos nossos tempos anunciam um Jesus que resolve tudo, acaba com a tristeza, pois “Deus te quer sorrindo”. Aí gostaríamos que as pessoas ao nosso redor nos tratassem como reis e rainhas, príncipes e princesas, queridinhos e queridinhas. Mas Jesus fala da cruz.

Santos e santas são a glória da Igreja. Especialmente os mártires. Mas também os que decidiram ser mártires na vida toda, cada dia da vida. Temos, por exemplo, os eremitas, muitos dos quais abandonaram, literalmente, riqueza e futuro glorioso, por uma vida longe da cidade, isolados, numa pobre cabana ou gruta, em oração, pois tomaram a firme decisão de salvar a alma.

Olhemos, como exemplo, um deste eremitas, S. Rainério de Pisa (1118-1161), celebrado nesses dias. Ele: abandonou riquezas, deu-as aos pobres, foi à Terra Santa, viveu como penitente, viveu sem conforto nenhum, sem buscar satisfações. Passava quase todo o tempo no Calvário, sozinho, sem a comida quentinha e gostosa.... Ajudou e sustentou a fé de multidões de peregrinos que iam visitar o Santo Sepulcro. Depois, voltou a Pisa, como leigo. A fama de santidade o incomodava, obtinha muitos milagres, mas vivia a pão e água. Lia as consciências. Deus aceitou muito bem o sacrifício de sua vida. Seu corpo permaneceu incorrupto, e isso é prova inequívoca de sua grandeza no outro mundo. “Seus membros, depois da morte, não indicavam rigidez, conservam-se úmidos, cobertos de suor e flexíveis como de uma pessoa viva” (bolandistas).

Grande é glória de Cristo e dos santos, seus amigos, feita de cruz (Sl 15). Assim, se sustenta nossa esperança.

Pe. Aldo Dal Pozzo