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25.11.2018: 34º Domingo do Tempo Comum: Solenidade de  CRISTO REI

Daniel 7,13-14; Salmo 92; Apocalipse 1,5-8; João 18,33b-37

“OH! CRISTÃOS! É TEMPO DE DEFENDER VOSSO REI!”

“Oh! Cristãos! É tempo de defender vosso Rei, e de acompanhá-lo em tão grande solenidade! São tão poucos os súditos que permanecem com Ele. É grande a multidão que acompanha Lúcifer! E o que é pior, em público se mostram amigos do Rei, mas secretamente o vendem. Quase não se acha alguém em quem se pode confiar” (Santa Teresa de Jesus (ou de Ávila).

Palavras duríssimas de uma santa e doutora da Igreja, grande mística, que costumava se dirigir a Cristo como seu Rei. Às vezes, quando percebia que estava distraída lá na igreja, diante do sacrário, dizia: “Que vergonha, eu distraída diante do meu Rei!” 

Por aí estão até na moda expressões “modernosas”, tipo, “meu rei Jesus”, vindas de pessoas que desprezam o Jesus Rei na Eucaristia; desprezam a Mãe do Rei, a Mãe daquele cujo reinado não terá fim (cf. Lucas 1,33).

O reino de Cristo não é semelhante aos reinos conhecidos deste mundo. Nos inícios da Igreja, muitos cristãos eram martirizados porque não aceitavam que um imperador mundano fosse seu “senhor”, seu “rei”. O Apocalipse descreve as multidões de mártires, e que estão festejando, o “Verbo de Deus”,  no céu, e dizendo que Ele é o “Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Ap 19,11-16).

Houve reis santos e rainhas santas, sim. Santa Edviges ou santa Isabel de Portugal atendiam aos pobres e doentes em sua própria casa. Estas e outras rainhas, como prova inequívoca de santidade, tiveram ou ainda possuem o corpo incorrupto. O rei Casemiro viveu tão alheio às mordomias do palácio, viveu mais como monge que como autoridade mundana, e tem o corpo intacto até hoje. Sinal de que é possível ser santo “no meio do mundo”, aí sim, dando a vida pelo “Cristo Rei”.

“O meu reino não é deste mundo” (Jo 18,36). De nada adianta tentar atenuar essa afirmação. Temos que verificar como os santos e santas a entenderam e viveram. Há muitos homens e mulheres mártires (S. Inês, S. Águeda, S. Luzia, S. Sebastião, S. Jorge...) que preferiram servir a um “Rei” bem mais importante, e foram martirizados. Ao longo da vida da Igreja há muitos casos semelhantes.   

Há um caso interessante:  S. Fridesvida de Oxford (+ 735). Filha de um rei piedoso, que construiu mosteiros e igrejas, Fridesvida e doze jovens foram a um convento. Mas um príncipe, o filho de um outro rei, desejava casar-se com ela, tida como bela e rica. Mas a jovem dizia que o seu coração já era de um “outro Rei”.  Diante da resposta, o príncipe fez ameaças. Conta-se que elas fugiram num navio conduzido por um anjo... Por três anos moraram num chiqueiro abandonado. Viviam sob a proteção de S. Catarina e S. Cecília. Alimentavam-se de ervas. Com a oração fizeram brotar um fonte de água que, dizem, ainda existe. Por sua vez, o príncipe investiu contra os pais de Fridesvida, e quando ia atacá-los, ficou cego. Então Fridesvida retorna, ele pede perdão, ela perdoa e o cura da cegueira. Como prova divina: o corpo desta santa permaneceu incorrupto, até 1561, lá em Oxford, quando foi destruído por inimigos da fé católica. (Lembrando: verdadeiros corpos incorruptos só existem na única Igreja em que há pessoas que dão a vida pelo “Cristo Rei”.) 

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