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Reflexão do Evangelho: 10-02

February 9, 2019

 

10.02.2019: 5º Domingo do Tempo Comum

Isaías 6,1-2a.3-8; Salmo 137; 1Coríntios 15,1-11; Lucas 5,1-11

CRISTO CONTINUA CHAMANDO “PESCADORES” (Lc 5,10)

As três leituras falam de chamados de Cristo em circunstâncias extraordinárias. O chamado pode ser ordinário ou extraordinário.

O Profeta Isaías teve uma visão do céu quando estava lá no templo de Jerusalém: “Vi o Senhor sentado num trono de grande altura” (v.1). Isaías se prontificou a ser uma voz de Deus no mundo: “Aqui estou. Envia-me” (v.8). 

O Apóstolo São Paulo, na segunda leitura, fala do seu chamado instantâneo: “É pela graça de Deus que sou o que sou” (v.10). Mas aí está o paradoxo: ele diz que foi o Apóstolo que mais sofreu. São Paulo é bem católico: não fundou uma “igrejinha”, mas três anos depois foi a Jerusalém e se submeteu à autoridade de Pedro (veja Gálatas 1,18; 2,9). Prova de que Cristo não chama ninguém que, depois, venha a falar mal de sua Igreja.

Alguns Apóstolos, por sua vez, receberam o convite para trabalhar com Cristo depois da pesca milagrosa. Isto consta no Evangelho deste domingo.

Ordinariamente, o chamado de Deus é misterioso e silencioso, mas exigente. Os chamados extraordinários são importantes porque nos apresentam algumas características comuns. 

Os falsos chamados: muitos acham que são escolhidos por Deus para isso e aquilo, e aí se julgam poderosos, milagreiros, e se julgam “profetas’, etc.  O chamado deve ser submetido  à autoridade da Igreja. Assim agiam os Apóstolos, pois já no tempo deles existiam falsos ministros de Deus, falsos pastores.

Como distinguir uns de outros? Há vários critérios. Vou citar dois. Em primeiro lugar, submissão à autoridade de Pedro e de seus sucessores. Sim, devem estar ligados à Tradição e ao Magistério da Igreja. Quer dizer, a Igreja de Cristo é estável, e já tem dois mil anos. E ninguém pode negar. Quem não aceita a Igreja, no fundo está chamando Cristo de mentiroso, uma vez que Ele declarou: “As portas do inferno não a destruirão” (Mt 16).

Em segundo lugar,  pela doutrina que ensinam. Disse São João: “Se alguém vem a vós sem ser portador desta doutrina, não o recebais em vossa casa, nem o saudeis” (2João 10). São Pedro fala dos “falsos profetas”, “falsos mestres”. Eles “usam discursos fingidos”, pregam “doutrinas dissolutas”, fazem do povo “objeto de negócios”. Mas deverão prestar contas disso (2Pedro 2,1-3).

Um dos casos mais espetaculares de chamado extraordinário é o de Afonso Ratisbone. O caso dele teve enorme repercussão, porque mexeu com muitíssimas pessoas importantes da Europa. Era rico banqueiro em Lião (França), era ateu e odiava os católicos, estava noivo. No sábado, dia 20 de janeiro de 1842, estava na igreja Santo Andrea dalle Frate, em Roma, acompanhando um “amigo” ou freguês, e teve uma aparição fulminante de Nossa Senhora das Graças. Ele falou que Nossa Senhora não lhe falou nada mas ele entendeu tudo. Acabou tornando-se sacerdote e fundando uma congregação de padres. 

Nas vocações extraordinárias sempre existe um ponto em comum: os vocacionados abandonam tudo e vivem pobres por amor a Cristo. 

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