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Reflexão do Evangelho

February 16, 2019

 

17.02.2019: 6º Domingo do Tempo Comum

Jeremias 17,5-8; Salmo 1; 1Coríntios 15,12.16-20; Lucas 6,17.20-26

BEM-AVENTURANÇA CRISTÃ  NÃO É FELICIDADE MUNDANA.

Para entendermos o Evangelho, temos que olhar como Jesus viveu, como viveram os seus discípulos, como viveram os santos e santas ao longo dos dois mil anos.

O documento “Verbum Domini” (que trata da Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja, e é a síntese do Sínodo do ano 2008) diz isso mesmo: “A interpretação da Sagrada Escritura ficaria incompleta se não se ouvisse também quem viveu verdadeiramente a Palavra de Deus, ou seja, os Santos” (n.48).

O texto das bem-aventuranças, especialmente o de São Lucas, costuma produzir discussões intermináveis entre biblistas de diversas correntes filosóficas. Isso porque só estudam as palavras, e não observam os fatos. Sim, deve-se observar como Jesus viveu. Jesus foi um pobre, sim. Ele chegou a dizer que as raposas e os pássaros eram mais ricos do que ele (Lucas 9,58).

Milhares de pessoas, na história da Igreja, e somente na Igreja Católica, se fizeram pobres para serem ricos no paraíso. É bem conhecido o caso do Abade Santo Antão: entregou seus bens aos pobres para ter um tesouro no céu (cf. Mt 20,21).    

Escrevendo para pagãos, São Lucas é mais conciso, vai direto ao assunto, porque eles não entenderiam as nuances do judaísmo, como a expressão “pobres em espírito”. Como se sabe, em hebraico, o termo ‘anawim’ (=’pobres em espírito’), tem sobretudo uma conotação religiosa. Isto é, refere-se a pessoas que não se deixam guiar pela soberba que a riqueza material costuma produzir. Mas temem o Senhor, observam os mandamentos.

Jesus fala das desgraças dos que confiam em suas riquezas materiais, e se tornam soberbos, orgulhosos, prepotentes. (“Ai de vós, ricos!”) Claro,  não é só a carência de bens materiais, mas, sim, uma vida conduzida na piedade, que é a garantia da vida.

O profeta Jeremias, na primeira leitura, faz uma afirmação ameaçadora: “Maldito o homem que confia no homem” (v.5). O profeta estava empenhado na conhecida “reforma de Josias”, para acabar, entre outras coisas, com as abominações no Templo de Jerusalém. A reta religião, que somente Deus podia ter revelado, estava sendo substituída por práticas pagãs.

O profeta anuncia também a bênção aos confiavam mais no Deus revelado a Moisés, do que nos reis e generais, cujo poder é sempre relativo.  Na história humana sempre apareceram pessoas que se julgaram importantes. Ou pensadores, filósofos e líderes populares que achavam ter a solução para os problemas do mundo. (Habitualmente, quando morre alguma pessoa julgada importante por este mundo,  mesmo que tenha vivido na imoralidade, na impiedade, etc. etc. sempre aparece alguém para dizer: “Descansou... está com Deus...” Será?) 

Então, comecemos a ser um pouco pobres... Quem não olha para o paraíso, não sabe como viver neste mundo. Em Lourdes, Nossa Senhora disse a Santa Bernardete: “Não te prometo a felicidade neste mundo, mas, sim, no Paraíso”. Se alguém duvida que ela esteja, de fato, por lá, observe as fotos do seu corpo maravilhosamente incorrupto, que se encontra em Nevers, na França, um sinal claríssimo da vida eterna. Por isso, os católicos são as únicas pessoas que podem ser felizes neste mundo, pois a certeza palpável da vida eterna só eles podem ter.

pe. aldo