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21.07.2019: 16º DOMINGO DO TEMPO COMUM  

Gênesis 18,1-10a; Salmo 14; Colossenses 1,23-28; Lucas 10,38-42

DEUS PREFERE OS QUE PRESTAM ATENÇÃO 

Na vida de Abraão há várias teofanias ou manifestações de Deus. Na 1ª leitura deste domingo, temos o relato de uma visita de Deus a Abraão, e parece que Ele é três pessoas. Claro, no AT não temos ainda a revelação explícita do mistério da Santíssima Trindade. Mas em Cristo tudo ficou esclarecido. O texto de hoje fala que Abraão viu chegar “três homens” (“xeloxah ‘anaxim”, em hebraico”). De modo que não fala em “anjos”. No v.16 o texto volta a dizer “homens”.

Quer dizer, o texto parece falar que Deus se manifestou em forma humana. Claro, no capítulo 19, dentro do mesmo contexto, são “dois anjos” que assumem a tarefa (19,1). Em Gênesis 1,26,  Deus diz: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança”. Verbo no plural. Ao criar as outras coisas, o texto diz: “Deus criou”; ou: “Faça-se”. Pode-se observar também Gênesis 3,22 e 11,7.

Para realizar o seu plano Deus, precisou de alguém como Abraão, um homem que prestasse atenção. Deus precisou dizer-lhe várias coisas. No episódio de hoje, tratava-se de providenciar um filho para que se cumprisse, aos poucos, a promessa de formar um  povo pelo qual chegasse a salvação a todos os povos.

Pois é. Já sabemos que não adianta falar para quem não escuta com atenção. Por isso, os atenciosos são os preferidos de Deus. Ouvir é ser obediente. Os Apóstolos tiveram que ouvir muito e aprender muito. Os Apóstolos ouviam o que Jesus falava às multidões, e deviam ouvir também o que Jesus lhes ensinava em particular (Mc 9,31). E, naturalmente, eles tinham dificuldade em entender certas coisas.  

Assim entendemos aquelas proverbiais palavras no Evangelho de hoje: “Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas. Porém, uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada” (Lc 10,41). Uma observação: essa Maria, irmã de Lázaro, não tem nada a ver com a Maria Madalena. E Maria Madalena não tem nada a ver com a pecadora na casa de Simeão (Lc 7,36), nem com a adúltera salva da lapidação (Jo 8). São quatro mulheres distintas. Sempre existiram confusões, justamente por falta de prestar atenção ao que está escrito, e da maneira como está escrito no Evangelho.

Uma das lições do Evangelho de hoje é justamente a necessidade de ser “discípulo”. Discípulo é aquele que aprende (do verbo “discere”, em latim; em grego, se diz “mathetai”; o hebraico diz “talemid”: o que aprende, aluno). Aprender é sempre difícil. E por isso Deus gosta de quem está disposto a isso. Por experiência sabemos que por falta de ler direito e com atenção certas coisas, tivemos alguns problemas.

Ao comentar esse texto, Santo Agostinho diz que Jesus não está repreendendo Marta. Apenas lhe diz que Maria escolheu melhor do que ela. E que, portanto, ela também pode ser uma discípula. Discípulo precisa estudar e rezar.

Pouco se sabe, historicamente, de Marta, Maria e Lázaro. Conta-se que foram expulsos de Jerusalém, pois faziam muita propaganda de Jesus, e muitos se convertiam. Conta-se que foram para a França (Marselha, Avinhão, Aix). E Marta falava tão bem de Jesus, que muitos queriam ouvi-la. E conta-se que, numa ocasião, um rapaz desejava ardentemente conhecê-la. E com essa intenção, quis atravessar um rio a nado, mas acabou morrendo afogado. Tendo sabido disso, Marta o teria ressuscitado. De qualquer modo, ainda hoje fazem grandes festas para Santa Marta lá na “Provence”.  

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