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Reflexão do Evangelho

September 21, 2019

22.09.2019: 25º DOMINGO DO TEMPO COMUM  

Amós 8,4-7; Salmo 112; 1Timóteo 2,1-8; Lucas 16,1-13

A PRESSA DE QUEM PRECISA SE SALVAR

Neste domingo lemos a parábola conhecida como a do “administrador infiel”. Com ela, Jesus nos ensina: 1. como empregar de forma correta as riquezas; 2. o desapego do coração em relação a elas; 3. e o modo de servir-se delas para alcançar a vida eterna. De acordo com a parábola, o administrador (o termo grego é: “oikonomon”) foi denunciado por gastar mal ou esbanjar os bens do seu senhor. E este ameaçou retirá-lo da função caso não prestasse contas dos negócios.

Com medo de não sobreviver, o ecônomo negociou com alguns devedores oferecendo-lhes vantagens indevidas. A quem devia cem barris de óleo, reduziu a dívida para cinquenta barris; e a quem devia cem medidas de trigo, reduziu para oitenta (nota: o barril (“batos”) equivalia a 40 litros; a medida (“coro”) equivalia a 400 litros). Agindo assim, o administrador se tornou amigo ou benfeitor dos devedores. E teria onde recorrer caso perdesse o cargo.

Jesus conclui a história, e observa a pressa no agir desse capataz. Claro, Jesus não está elogiando a desonestidade dele. E nem é o patrão quem reconhece a habilidade do seu funcionário. Jesus elogia, sim, a rapidez e a habilidade com que o espertalhão soube fazer amigos para o futuro incerto.

E Jesus conclui: “Os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz” (v.8). Os “filhos da luz” são os que, iluminados pela verdade do Evangelho, agem rapidamente para se tornarem agradáveis e amigos do “Senhor do Céu”. Jesus elogia a esperteza. Essa virtude Jesus a deseja aos seus discípulos. Esperteza, rapidez para garantir a vida eterna.

Há uma lição belíssima: de um lado, os bens terrenos podem corromper os corações, criar egoístas, gananciosos, e desses maus exemplos estão cheios os noticiários. De outro, podem servir também para obter os bens eternos. É possível ajudar os necessitados e estes serão uma garantia no dia do juízo. Os que foram ajudados e socorridos neste mundo, defenderão seus benfeitores no dia oportuno.

Por sua vez, o profeta Amós, na 1ª leitura de hoje, apresenta uma vigorosa condenação dos que oprimem os pobres, no caso, os trabalhadores  do campo, que são enganados ao venderem seu trigo. A moral católica sempre considerou esse pecado como um dos pecados que bradam ao céu, isto é, atraem a vingança da parte de Deus, com os mais severos castigos.

Pois é. A Sagrada Escritura é uma contínua lição de humanização do mundo. E ao mesmo tempo que a Bíblia civiliza o mundo, ela garante a vida futura e eterna ao que procede retamente.  E uma vez que Cristo nos dá a certeza das “moradas eternas” (v.9), também nos oferece os meios para obtê-las. Assim, lembramos que a caridade cristã não é simplesmente solidariedade.22.09.2019: 25º DOMINGO DO TEMPO COMUM  

Amós 8,4-7; Salmo 112; 1Timóteo 2,1-8; Lucas 16,1-13

A PRESSA DE QUEM PRECISA SE SALVAR

Neste domingo lemos a parábola conhecida como a do “administrador infiel”. Com ela, Jesus nos ensina: 1. como empregar de forma correta as riquezas; 2. o desapego do coração em relação a elas; 3. e o modo de servir-se delas para alcançar a vida eterna. De acordo com a parábola, o administrador (o termo grego é: “oikonomon”) foi denunciado por gastar mal ou esbanjar os bens do seu senhor. E este ameaçou retirá-lo da função caso não prestasse contas dos negócios.

Com medo de não sobreviver, o ecônomo negociou com alguns devedores oferecendo-lhes vantagens indevidas. A quem devia cem barris de óleo, reduziu a dívida para cinquenta barris; e a quem devia cem medidas de trigo, reduziu para oitenta (nota: o barril (“batos”) equivalia a 40 litros; a medida (“coro”) equivalia a 400 litros). Agindo assim, o administrador se tornou amigo ou benfeitor dos devedores. E teria onde recorrer caso perdesse o cargo.

Jesus conclui a história, e observa a pressa no agir desse capataz. Claro, Jesus não está elogiando a desonestidade dele. E nem é o patrão quem reconhece a habilidade do seu funcionário. Jesus elogia, sim, a rapidez e a habilidade com que o espertalhão soube fazer amigos para o futuro incerto.

E Jesus conclui: “Os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz” (v.8). Os “filhos da luz” são os que, iluminados pela verdade do Evangelho, agem rapidamente para se tornarem agradáveis e amigos do “Senhor do Céu”. Jesus elogia a esperteza. Essa virtude Jesus a deseja aos seus discípulos. Esperteza, rapidez para garantir a vida eterna.

Há uma lição belíssima: de um lado, os bens terrenos podem corromper os corações, criar egoístas, gananciosos, e desses maus exemplos estão cheios os noticiários. De outro, podem servir também para obter os bens eternos. É possível ajudar os necessitados e estes serão uma garantia no dia do juízo. Os que foram ajudados e socorridos neste mundo, defenderão seus benfeitores no dia oportuno.

Por sua vez, o profeta Amós, na 1ª leitura de hoje, apresenta uma vigorosa condenação dos que oprimem os pobres, no caso, os trabalhadores  do campo, que são enganados ao venderem seu trigo. A moral católica sempre considerou esse pecado como um dos pecados que bradam ao céu, isto é, atraem a vingança da parte de Deus, com os mais severos castigos.

Pois é. A Sagrada Escritura é uma contínua lição de humanização do mundo. E ao mesmo tempo que a Bíblia civiliza o mundo, ela garante a vida futura e eterna ao que procede retamente.  E uma vez que Cristo nos dá a certeza das “moradas eternas” (v.9), também nos oferece os meios para obtê-las. Assim, lembramos que a caridade cristã não é simplesmente solidariedade.

A história da Igreja está repleta de pessoas que abandonaram os confortos mundanos para se dedicarem ao próximo. Um exemplo. Santo Alberto Besozzi, (celebrado dia 11 de setembro), era um comerciante desonesto que decidiu converter-se, e se tornou grande santo.  É assim mesmo. S. Alberto Besozzi (+1205) foi comerciante não muito honesto. Viajando em navio, uma tempestade no mar ameaçava a vida dos viajantes. Fez promessa de  consagrar-se ao Senhor, caso não afundasse. E cumpriu a promessa. Fez-se eremita. Construiu em Verbano um templo semelhante ao de S. Catarina de Alexandria no Sinai. E a prova da recompensa: seu corpo está milagrosamente incorrupto até hoje. Seu túmulo é centro de peregrinações. (Só para recordar: corpos incorruptos são sinais/provas da ressurreição futura, e só existem na Igreja Católica!)