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7º DOMINGO DO TEMPO COMUM - UMA TAREFA PARA OS MAIS SANTOS: AMAR OS INIMIGOS


Levítico 19,1-2.17-18; Salmo 102; 1Coríntios 3,16-23; Mateus 5,38-48


UMA TAREFA PARA OS MAIS SANTOS: AMAR OS INIMIGOS

“Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem” (Mt 5,44). Pelo que parece, a história da humanidade é feita de intrigas e vinganças. Nas atas dos mártires cristãos, se fala do povo que ia ao “estádio” para gritar de satisfação quando via sangue e ouvia gritos de dor e morte. Sob certos aspectos, hoje não é muito diferente.

A lei do talião, no Antigo Testamento, visava coibir abusos no ato de se vingar, ou pôr um freio à vingança. Por exemplo, Êxodo 21,23-24 diz: “Quando houver lesões, serão pagas: vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé”. No livro do Gênesis se observa a que grau podia chegar a vingança. Um tal de Lamec, filho de Caim, se vingou o equivalente a setenta e sete vezes a ofensa (Gn 4,24). Observemos que Jesus manda perdoar até setenta vezes sete (Mt 18,22).

Alguns sábios antigos ensinavam a tirar proveito do fato de haver inimigos: “O sábio considera os inimigos mais úteis do que o tolo considera os amigos. Muitos devem sua grandeza aos inimigos. A lisonja é mais ameaçadora que o rancor, pois o rancor corrige os defeitos que a lisonja disfarça” (Gracián). Isto quer dizer, por exemplo, que se o inimigo é soberbo, caluniador (e ninguém gosta desse tipo de gente...) então você procurará ser manso, humilde... e, assim, as pessoas gostarão de você.

Ou servir-se das ofensas para crescer espiritualmente. Foi assim que muitos santos chegaram a grandes alturas na santidade. Por exemplo, São Carlos Borromeu (corpo incorrupto!!!) teria sido um mero funcionário carreirista. Graças a armadilhas que lhe poderiam até ter tirado a vida, fugiu dos palácios, e se tornou grande reformador dos seminários e da Igreja após o Concílio de Trento (1545-1563).

Ou São Francisco de Sales (coração intacto!!!) que trouxe de volta à Igreja milhares de infiéis. Várias vezes foi ameaçado de morte. Graças às muitas perseguições e calúnias, se tornou extremamente cordial, modelo de mansidão e paciência. Algumas pessoas diziam que ele encontrava verdadeira alegria por sofrer um pouco como Cristo. E como prova de humildade dizia: “Há muito amor próprio em querer que toda a gente nos ame, que tudo seja para glória nossa”.

Outra coisa. A Escritura fala muito de catigo. Então, POR QUE DEUS CASTIGA? “Eu repreendo e castigo a todos quantos amo: sê pois zeloso, e arrepende-te”, diz Apocalipse 3,19. No caminho da educação, deve-se, às vezes, tomar atitudes severas, sem rancor, mesmo que o educando não perceba de imediato o alcance da correção.

Por último, um exemplo recente. S. Maria Guadalupe (falecida em 1963): fundou uma congregação de religiosas, no México, e construiu um hospital que era atendido por elas. Como se sabe, os revolucionários queriam destruir a Igreja e matavam muitos... nos anos 1926 a 1929. As freiras arriscavam sua vida vivendo aí. E no seu hospital elas curavam soldados feridos que eram ferozes inimigos da Igreja.

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