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Reflexão do Evangelho: Pentecostes


31.05.2020: SOLENIDADE DE PENTECOSTES

Atos 2,1-11; Salmo 103; 1Coríntios 12,3-7.12-13; João 20,19-23


Comecemos lembrando que, ao contrário do que dizem alguns, o ESPÍRITO SANTO SEMPRE atuou na Igreja, SEMPRE infundiu carismas ordinários e extraordinários, SEMPRE “produziu” santos e santas, SEMPRE se manifestou por meio sinais extraordinários (êxtases, bilocações, levitações, esplendores, luzes, etc.,) SEMPRE deu o dom das línguas para a obra missionária entre povos não cristãos. Por 20 séculos.

Após a vinda do Espírito Santo, conforme o texto lido hoje, os Apóstolos (e talvez outros também), “começaram a falar em outras línguas”. E o texto enumera umas dezoito nações de línguas diferentes. E todos entendiam a língua dos Apóstolos. Era como se os Apóstolos falassem 18 línguas diferentes ao mesmo tempo. (Na Bíblia, há outros casos, como Atos 10,46 e 19,6.) Mas o profeta Isaías zomba do falso dom das línguas (Isaías 28,10.13: “çav laçav, çav laçav, çav laçav...”).

Um caso posterior. São Gentil de Matelica (1290-1340) queria evangelizar os árabes, mas não conseguia aprender a língua deles. Depois de muitos esforços, resolveu abandonar tudo e voltar para sua terra natal. Aí, de modo surpreendente e rapidamente, começou a falar não só o árabe mas também todas as línguas do Egito, da península do Sinai, dos Lugares Santos, Turquia e Pérsia. Sua pregação fervorosa e vibrante, acompanhada de muitos prodígios, produziu milhares de conversões e batismos.

E há muitos outros casos registrados. Santo Antônio ficou célebre por falar , ele também, 18 línguas ao mesmo tempo (“I fioreti de São Francisco de Assis”, Vozes, p.98). Igualmente São Francisco Xavier falou mais de 400 línguas, de localidades diferentes, no Oriente. São Francisco Solano falou todas as línguas de tribos indígenas diferentes desde Lima, no Peru, até a Patagônia. S. Maria de Ágreda esteve, em bilocação, mais de 500 vezes no Novo México, e lá falava as várias línguas dos povos indígenas, catequizando-os. Etc.

Isso se chama “xenoglossia supranormal”. É milagre. Nada a ver com ‘glossolalia”, isto é, dizer sílabas ou palavras sem sentido. A psiquiatria conhece casos de loucos que dizem coisas sem sentido. Ou palavras sem sentido de pessoas com febre, ou em transe, ou sob narcótico, ou traumatismo psicofísico. Para ser dom do Espírito Santo, o falar línguas deve ser claramente SUPERIOR, DIFERENTE E CONTRÁRIO A FENÔMENOS NORMAIS E PARANORMAIS.

Resumindo: Há que distinguir três classes de fenômenos: 1) O que várias seitas e outros chamam “dom de línguas”, na realidade é glossolalia, palavras induzidas, pré-fabricadas, a gosto do consumidor.... 2) A xenoglossia parapsicológica (obtida com hipnose, ou palavras de língua estrangeira pronunciadas inconscientemente).

3) O verdadeiro Dom de Línguas, sobrenatural (exclusividade de santos católicos: não depende de música, nem de palavras, nem de emoções...).

Em estado de êxtase, a pessoa pode até balbuciar algumas sílabas, etc. Fala-se que alguns místicos, em estado de êxtase, foram ouvidos dizer coisas incompreensíveis. Para comparar, é mais ou menos como as ‘palavras’ que uma mãe diz ao filhinho, sílabas e sons sem sentido, mas carregadas de afeto.

Não existe dom das línguas em ambiente de histeria, auto-sugestão, excitação psíquica (música, pregação... ou como a torcida num estádio, ou adolescentes diante de ‘ídolo’ de música, etc.) São Pio de Pietrelcina entendia e falava as línguas diferentes de quem ia se confessar com ele, sem fazer nenhum malabarismo, sem criar “clima”.


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