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Reflexão do Evangelho: Por Pe. Aldo Dal Pozzo


07.06.2020. DOMINGO DA SANTÍSSIMA TRINDADE

Êxodo 34,4b-6.8-9; Salmo: Daniel 3; 2Coríntios 13,11-13; João 3,16-1


TRÊS PESSOAS QUE NOS AMAM

Quando falamos “Deus” temos em mente que são Três Pessoas verdadeiramente iguais e verdadeiramente distintas. Isso nos foi revelado. Na liturgia o termo “Deus” se aplica, normalmente, a “Deus Pai”. Tempos atrás havia uma catequista que costumava ensinar às crianças esta distinção, convidando-as a rezar assim: “Paizinho querido, eu te amo; Jesus meu querido, eu te amo; Espírito Santo querido, eu te amo”.

Os escritos do Novo Testamento estão repletos de referências ao “Pai, ao Filho e ao Espírito Santo”. A segunda leitura de hoje diz: “A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós”. As três pessoas são iguais. Têm a mesma natureza. Essas Três Pessoas desejam a companhia dos humanos. Desejam partilhar sua felicidade. Desejam para nós a casa do Pai.

Ainda hoje algumas seitas negam o mistério da Trindade. Nos inícios da história da Igreja, alguns negaram, outros o entenderam mal, e produziram confusões e divisões. A principal heresia surgiu com um tal de Ário, e é conhecida como “arianismo”. Para Ário, o Logos (Cristo) seria uma criação do Pai. O Pai o teria feito um “semi-deus”, um “herói”, mas Ele (Cristo) não teria a mesma natureza de Deus. Não foi fácil extirpar esse erro. Ele causou uma confusão catastrófica na Igreja de 336 a 381 d.C. O arianismo foi condenado em 325, em Nicéia, no Primeiro Concílio Ecumênico, isto é, assembleia de todas as comunidades cristãs.

Depois, o arianismo retornou. Fala-se que quase 90% dos bispos eram arianistas, isto é, ensinavam essa heresia. Parecia que a Igreja não existia mais. Somente cinqüenta anos mais tarde, a reta doutrina foi restabelecida, graças aos esforços de grandes teólogos e apologetas. Um dos heróis na defesa da fé foi Santo Atanásio, que foi perseguido pelos imperadores arianistas, preso e enviado ao exílio cinco vezes. E outro herói na defesa da fé foi São Nicolau.

(Os historiadores bolandistas afirmam que até mil anos após sua morte, dos ossos de Santo Atanásio brotava um misterioso óleo perfumado. E a respeito de são Nicolau, que morreu no ano 347, sabe-se que até hoje, - sim, até hoje! – lá em Bari, na Itália, dos seus ossos brota um misterioso óleo, que é recolhido pelas autoridades civis e religiosas, todo dia 9 de maio.) Esses milagres são uma confirmação da veracidade da fé e da correta pregação na defesa da Santíssima Trindade.

Recordemos um debate teológico. Naqueles tempos houve verdadeiras brigas entre os que afirmavam que Cristo era “omoousios” (que significa “igual”, da mesma substância), e os que diziam que ele era apenas “omoiousios” (com “i”, e significa “semelhante”, “substância parecida”) ao Pai.

Pois é. O Concílio de Nicéia (326 d.C.) debateu os termos “homoousios” e “homoiousios”. Definiu e afirmou que o Pai, o Filho e o Espírito Santo (a Divina Trindade) são “homoousios”, (sem o “i”), isto é, possuem a mesma substância. Como curiosidade, lá em Constantinopla, em certa ocasião, os arianistas, que não aceitavam que Cristo é Deus, invadiram a igreja na hora da missa da noite de Natal... e impediram que celebrassem a vinda do “Filho de Deus”. Pois é. Os que estão no erro (religioso, político, ideológico...) costumam ser violentos.

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