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Reflexão do Evangelho: Pe. Aldo Dal Pozzo


09.08.2020. 19º DOMINGO DO TEMPO COMUM

1Reis 19,9a.11-13a; Salmo 84; Romanos 9,1-5; Mateus 14,22-33.

E JESUS ANDOU SOBRE AS ÁGUAS!

O evangelho de hoje conta esse fato. E como todo milagre, também este cumpriu sua finalidade. “Os que estavam no barco prostraram-se diante dele, dizendo: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!” (Mt 14,33).

Ao narrar esse episódio, os Apóstolos não mentiram. Notemos o seguinte. Quando uma pessoa mente, ela deseja obter alguma vantagem. Ora, se os Apóstolos fossem mentirosos, eles jamais iriam aguentar perseguições, prisões, chicotadas, crucificações. Esse é um argumento frequente nos apologetas, isto é, defensores da fé. Ao anunciarem as obras de Cristo, sofreram perseguições por parte de autoridades.

Por isso, quando os Apóstolos anunciam que Cristo multiplicou pão, ressuscitou mortos ou caminhou sobre as águas, eles estavam criando problemas para si mesmos. Conta-se, por exemplo, que Lázaro de Betânia, que foi ressuscitado por Cristo, foi expulso ou forçado a sair de Jerusalém, porque esse fato criava mal estar entre os inimigos dos cristãos.

Como se sabe, nos últimos duzentos anos, iniciou-se um movimento bíblico que a gente chama de “RACIONALISMO” ou “MODERNISMO”, que consiste em tentar explicar os fatos supranormais da Bíblia como se fossem apenas piedosas lendas, histórias mitológicas para transmitir alguma mensagem religiosa. Também se fala que é um movimento de “DESMITOLOGIZAÇÃO” da Bíblia. Essa maneira de explicar as coisas foi descrita por São Pio X, papa de 1903 a 1914, como a SÍNTESE DE TODAS AS HERESIAS, a mais venenosa corrupção da Bíblia. E escreveu uma Encíclica (“Pascendi Domini Gregis”) para refutar esses erros.

O Papa Pio XII voltou a condenar essas heresias. E disse que “existe um grande número de SINAIS EXTERNOS E FÚLGIDOS QUE PERMITEM (...) PROVAR A ORIGEM DIVINA DA RELIGIÃO CRISTÔ. Por sua vez, Paulo VI (papa de 1963 a 1978) falou que esse modo de interpretar a Bíblia visa a “autodemolição da Igreja”.

Isto seja dito para lembrar que a fé católica (e somente ela e mais nenhuma outra) está fundamentada em fatos de origem claramente sobrenatural. (Leia-se o Catecismo, n.156: Os milagres de Cristo e dos santos... confirmam a origem divina da revelação.)

E como sempre, um ótimo argumento é apresentar fatos semelhantes na vida da Igreja. São muitíssimos os santos e santas que caminharam sobre as águas. Sempre em situação de extrema necessidade. Apresento alguns casos: S. Angelo de Acri (carregando pesadíssima cruz); S. Luís Bertrand, S. João Capistrano, S. Francisco de Paula, S. Maria do Egito (para ir comungar), S. Jacinto (em 1240, caminhou sobre o rio Dnieper, na Ucrânia, com a hóstia consagrada e a imagem de Nossa Senhora, fugindo de invasão de bárbaros), S. Raimundo Penhafort (da ilha Maiorca até Barcelona, para fugir de armadilha...); S. Bernardo de Candeleda (com manto sobre rio em dia de enchente); S. Máximo de Chinon (barco afundou... mas chegou à margem); S. Giovana Irrizaldi (pôs seu véu sobre o mar...); S. Fantino, etc. Muitos desses santos têm o corpo incorrupto, e o milagre da incorrupção é muito maior (!!!) que andar sobre as águas....

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