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Reflexão do Evangelho- Pe. Aldo Dal Pozzo

13.12.2020. 3º DOMINGO DO ADVENTO

Isaías 61,1-2.10-11; Salmo: Lucas 1; 1Tessalonicenses 5,16-24; João 1,6-8.19-28

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Quem é esse JOÃO BATISTA, tão conhecido santo? Pelo que o Evangelho diz hoje, ele era muito conhecido, tinha se tornado famoso, e atraía multidões. Sim, ATRAÍA MULTIDÕES. Sua influência tinha chegado até as autoridades. Se fosse uma pessoa sem importância, não teria advertido o rei Herodes. E Herodes não precisava se preocupar com suas admoestações (Mt 14,6-12). A repreensão se tornou pública.

Assim entendemos por que muita gente achava que ele era o Messias. Ou outra coisa de muita grandeza. Aliás, esse é um dos sinais de que por aquela época havia uma EXPECTATIVA, não só entre os judeus, mas até entre os pagãos, a respeito de acontecimentos misteriosos.

Por exemplo, o importante historiador romano Tácito escreveu: “Muitos estavam persuadidos de que constava, das antigas escrituras dos sacerdotes, que, por esse tempo, o poder do Oriente subiria. E da Judeia viriam os dominadores do mundo” (V. Messori, Hipóteses sobre Jesus, Paulus, p.123).

Aliás, uns vinte anos atrás, aí pelo ano 2000, foi encontrada, nos arredores de JERUSALÉM, UMA PEDRA que deixou profundamente perplexas as lideranças judaicas. A pedra é chamada: “Revelação do Anjo Gabriel”. Cientistas israelenses a analisaram cuidadosamente. 1) É uma laje de pedra, com uns 100 centímetros de altura que contém 87 linhas em hebraico. 2) Ela data de dezenas de anos antes do nascimento de Jesus Cristo. Fala da expectativa do povo pelo Messias. Por exemplo, na pedra está escrito: “Em três dias o sinal será dado”; “Eu sou o anjo Gabriel”. Os estudiosos israelenses dizem que essa pedra é uma prova de que os judeus alimentavam a expectativa de um Messias que haveria de vir, e que ressuscitaria três dias depois.... Para os especialistas, é uma prova da divindade de Cristo. (Parece que não foi divulgado o texto completo.) Voltando ao João Batista, sabe-se que ele teve tanto destaque em meio aos judeus, que muitos seguiam a ele, e não a Cristo. De modo que até existiu uma seita desse “batizador”, contra a sua vontade, claro, e que se estendeu até pelo ano 500 d.C.

O Batista teve como função ser o PRECURSOR do que havia de vir, e TESTEMUNHA do que já havia chegado. Diante da repercussão de sua pessoa e atividade, o Evangelho deste 3º Domingo do Advento, diz que os judeus enviaram representantes para interrogar esse “fulaninho” que não bebia nem comia coisas de gente rica, não se vestia como gente rica, não frequentava palácios, nem falava “abobrinha”, nem tinha opinião volúvel. Era um profeta (Lc 7,24-26). Era um santo. Os santos são felizes, mas sua felicidade não vem das coisas exteriores.

Como prova, não custa recordar que até pelos anos 1800, lá em Nápoles, na capela das monjas chamadas “donne romite” havia uma relíquia do Batista. Toda vez que se colocava a ampola, com sangue de S. JOÃO BATISTA, sobre o altar, para celebrar a Missa em honra dele, o sangue se tornava líquido. Isso foi verificado por historiadores e cientistas, e atestado pelos próprios papas.

Se alguém acha isso estranho, saiba que o dia 16 de dezembro é uma das três datas em que o sangue de um outro mártir, S. GENARO, costuma se liquefazer, lá em Nápoles. Sem falar da S. LUZIA, neste dia 13, cujo corpo está ainda perfeito nas formas, corpo que permaneceu intacto por séculos, e hoje está cartonado (seco), neste caso também milagrosamente conservado, em Siracusa.



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