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Reflexão do Evangelho- Pe. Aldo Dal Pozzo


07.02.2021. 5º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Jó 7,1-4.6-7; Salmo 146; 1Corinto 9,16-19.22-23; Marcos 1,29-39

ESPERTOS ADVERSÁRIOS

Jesus passa um sábado em Cafarnaum. Na verdade, a casa de André e Pedro ficava em Betsaida, na margem leste do lago de Genesaré (Jo 1,44). Mas seguramente Pedro tem negócios ou, quem sabe, uma outra casa em Cafarnaum, onde residia sua sogra, que estava muito doente, e que foi curada por Jesus.

No ano de 1968, em Cafarnaum foi descoberta a casa de São Pedro. “Trata-se de uma residência simples, semelhante a todas aquelas que a rodeiam, exceto em um detalhe: as paredes encontram-se cobertas de afrescos e grafitos (em grego, siríaco, aramaico e latim), com invocações a São Pedro em que se pede sua proteção.”

“Constatou-se que a casa foi transformada em lugar de culto desde o século I, de forma que é a igreja cristã mais antiga que se conhece. E testemunha que, já antes do ano 100 (…), não apenas prosperava o culto de Jesus, mas também ia surgindo a ‘canonização’ de seus discípulos, invocados já como santos protetores” (V. Messori, Hipóteses sobre Jesus, p. 202). Não é coisa pouca.

O Evangelho deste dia fala várias vezes dos endemoninhados. O AT nunca fala de possessos. E a primeira vez que usa o termo “Satanás”, é na história de Jó. Em hebraico se diz “Satan”, que significa TENTADOR, aquele que produz artifícios para tentar transformar os amigos de Deus em inimigos. Assim, por meio de desgraças, tentou fazer de Jó um adversário de Deus. Os teólogos antigos diziam que, com a vinda de Cristo, o diabo viu que seu domínio corria perigo e, por isso, juntou todos os seus companheiros, anjos rebelados, para a batalha decisiva.

O demônio é sedutor. Não é feio. Não espanta ninguém. É simpático: nas tentações, dá “conselhos” para a atividade pastoral de Jesus: “Transforme essas pedras em pão...” (Mt 4) (“e aí vai ser fácil juntar multidões, ganhar dinheiro, ser famoso, tornar-se rei, imperador, comandar o mundo”). Mas é narcisista, exibicionista, promove o culto à personalidade. Forma os do seu partido. Os da sua seita (Ap 2,9; 3,9; 1Tm 5,15).

O diabo não é “burro”. Ele nos vê, nos ouve, nos observa. Promete coisas boas. É tão esperto que usa a Bíblia para tentar desviar o povo do caminho. E sempre usa a Bíblia para tentar destruir a Igreja de Cristo, a Eucaristia, o culto dos santos, etc. (Notemos que Nossa Senhora é bem diferente: Ela pede oração, penitência, conversão.)

Olhemos S. João Bosco (1815-1888). Ao morrer, o povo aclamava: “Dom Bosco é Santo”. Está incorrupto. Variada fenomenologia parapsicológica. Realizou claros milagres. Mas tinha o senso comum, o bom humor, e desdramatizava ou dissolvia superstições. Dele se fala que era incomodado pelo diabo. Alguns falaram que viram o diabo perto dele. Seguinte. S. João Bosco tinha muitas faculdades paranormais. Mas desconhecia as explicações parapsicológicas. Mas sabia que eram coisa de si, e não de espíritos ou demônios. Por exemplo, às vezes parecia que um morto lhe aparecia, mas ele rejeitava essa interpretação. Tinha o senso comum, e sabia que essas supostas “aparições” eram uma espécie de sonhos... SONHOS às vezes PROVIDENCIAIS ou natural PREMONIÇÃO. “Gracejos da imaginação”, dizia ele. E sabia que a suposta “aparição de demônios” tinha explicação natural: é a fantasmogênese, ou ideoplasmia. A força física da mente é capaz, sim, de produzir imagens externas, vistas por outros. Existem, por exemplo, fotografias do pensamento, etc. Nas manifestações divinas, sempre fica, necessariamente, alguma marca, um sinal material. (Obs.: essas explicações se encontram, com facilidade, nos livros do Pe. Quevedo).

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