Segunda-feira da II Semana do Advento – 09 de dezembro de 2019



Lc 5,17-26

O advento é o tempo do perdão, do perdão total, da face de um Deus cheio de ternura e bondade, que perdoa sem impor condições, restaurando dignidade e movimento à pessoa paralisada pelo pecado. O nosso tempo atual é estranho, um tanto imaturo, que percebe o pecado como uma invenção dos padres; talvez seja uma reação ao facto de termos vivido muito tempo com a obsessão pelo pecado! Como se isso do pecado quase não interessasse.

Nos Evangelhos, a palavra “pecado” significa “falhar no alvo”, ou seja, Deus me fez como uma águia e eu me contento em ser um frango; Deus criou-me como uma obra-prima, e eu contento-me em ser uma fotocópia... Não amigos, o pecado é mau porque nos machuca e Deus, que nos construiu, sabe o que nos liberta e nos realiza, e o que nos destrói mesmo que nos pareça fascinante e prometa grandes maravilhas. E Jesus restitui a nossa dignidade, liberta-nos e isso causa um rebuliço, suscita espanto, mesmo que os escribas e fariseus, como sempre, discutam o assunto. Redescobrimos o dom do perdão, recebemos essa libertação que nos dá a capacidade de amar!

Vemos coisas prodigiosas com o perdão. E continuamos a vê-las. E vamos celebrá-las por alguns dias, cantando a vinda de Deus com os anjos. Veremos como Deus nos alcança e nos liberta de toda a paralisia. Seja pecado, desprezo ou sofrimento, seja qual for o motivo da nossa paralisia interior, Deus nos liberta.

Mas, para sermos libertados, precisamos superar um muro de objeções e obstáculos. É a multidão quem nos impede de chegar mais perto do Senhor, aqueles que zombam de nós se deixarmos vir à tona a melhor parte de nós mesmos, que nos olham com lástima porque professamos ser crentes ou, pelo menos, procuramos a Deus. A multidão do “politicamente correto”, que aplaude com entusiasmo o Papa Francisco como um flagelador da moral, mas toma muito cuidado para não ouvir os seus ensinamentos nem se converter. A multidão que deturpou o Evangelho, tornando-o sem sabor.

Mas também, devemos superar o julgamento dos "supercrentes", daqueles que discordam, argumentam, analisam, que colocam sempre condições, que se declararam guardiões da preservação correta da fé. Porém, se pudermos ir além, se pudermos superar esta multidão para alcançar Cristo, seremos salvos.

P. Ramom Vergasta

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